sexta-feira, 25 de julho de 2008

Os "10 Maiores Vilões de Todos os Tempos"

Segundo o site Lovefilm.com, Hannibal Lecter é o maior vilão de todos os tempos do cinema. O personagem, já referido algumas vezes neste blog encabeça uma lista de 10 vilões emblemáticos do grande ecran:

1.º Hannibal Lecter («O Silêncio dos Inocentes», «Hannibal» e «Dragão Vermelho»)

2.º Darth Vader (saga «Star Wars»)
3.º Tommy De Vito («Tudo Bons Rapazes»)
4.º Anton Chigurh («Este País Não É Para Velhos»)
5.º Hans Gruber («Assalto ao Arranha-Céus»)
6.º Annie Wilkes («O Capítulo Final»)
7.º John Doe («Sete Pecados Mortais»)
8.º Jack Torrance («The Shining»)
9.º Joker («Batman: O Cavaleiro das Trevas»)
10.º Al Capone («Os Intocáveis»)


Sir Michael Caine, que faz de Alfred em Batman Begins e The Dark Knight, numa entrevista à revista Female First, falou das poucas probabilidades da nova saga de Batman ter uma nova sequela. Segundo o actor, este novo filme é tão bom que será virtualmente impossível fazer melhor num próximo filme. Caine terá dito ainda que este filme "não é apenas o melhor Batman, é também um dos melhores filmes de sempre". Isto vem contrariar as noticias que falavam de Philipp Seymor Hoffman encarnar o "Pinguim" num próximo projecto.



Spike Lee apresentou há dias no Festival Internacional de Cine-expressão em Corto, México, imagens do seu novo filme: "Miracle at Santa Ana". O filme aborda um grupo de soldados americanos negros aprisionados numa aldeia em Itália durante a Segunda Grande Guerra. Spike Lee é conhecido pelo seu activismo extremista em relação à discriminação de afro-americanos e é sobre isso mesmo que falará este filme. O autor de Malcom X já terá ainda recebido avisos de vários produtores e figuras públicas de Hollywood para parar com as suas teorias de conspiração. No entanto, não parece estar para breve o silencio de Spike Lee.



quinta-feira, 24 de julho de 2008

Batman, The Dark Knight

Realizador: Christopher Nolan.
Argumento: Jonathan Nolan e Christopher Nolan.
Actores: Christian Bale, Heath Ledger, Morgan Freeman, Michael Caine e Aaron Heckhart.

Batman Begins foi, provavelmente o melhor Batman até à data de estreia da sua sequela. Batman, The Dark Knight, é, sem dúvida nenhuma, o melhor Batman agora. Mesmo para os fãs de Tim Burton e Joel Schumacher, deve ser fácil reconhecer o mérito de Dark Knight. Ao entrar na sala para assistir à estreia do filme, sabia que ia ver aquele que está considerado com mais de 100.000 votos como o melhor filme de todos os tempos, ainda com uma substancial vantagem sobre O Padrinho, o segundo na tabela no IMBD. Obviamente, este não é o melhor filme de todos os tempos (há coisas que simplesmente têm de ser aceites, o Padrinho, e outros, são superiores). Mas ainda mais obviamente, é o melhor filme do ano e o melhor dentro do género (o que não é muito complicado mas ainda assim é de referir). O lugar do filme na tabela surge, julgo não ser o único convencido disto, pelo fenómeno Heath Ledger. A morte do actor veio trazer muito interesse pelo filme e, claro, pela intrepertação do actor. No entanto, vou dar o mérito a quem mais o merece: Christopher Nolan.

Christopher Nolan já anda no cinema à muito tempo e sabe imenso sobre a arte de fazer filmes completos, bons em todos os aspectos. E o filme é mesmo isso, é bom em todos os aspectos. O ambiente negro e pesado que paira sobre a "sua" Gotham City, o argumento (destaco os diálogos em particular), a construção de personagens e, o que eu acho ser o grande trunfo do filme, a maneira absolutamente genial como está filmado e montado. Esquecemo-nos que estamos a ver tudo numa cadeira de cinema, a olhar para uma tela.

Gotham é uma cidade, esteticamente igual a muitas cidades que conhecemos hoje, contrariando as luzes e espalhafatos da Gotham de Burton (não há nenhuma melhor que outra, são as duas completamente inversas). Uma cidade onde reina o crime organizado e onde os polícias honestos escasseiam. É nessa cidade e nesse ambiente que entra em cena um novo tipo de criminoso. Um criminoso que não quer dinheiro, poder ou fama. Um criminoso que actua sozinho contra tudo e contra todos. Dá pelo nome de Joker e pela cara de Heath Ledger. E sobre o papel de Ledger há pouco a dizer. É absolutamente brilhante, sim, e rouba todas as cenas do filme em que aparece, sim. Mas o mérito é repartido entre Ledger e Nolan, que o escreveu, lhe deu as falas brilhantes (mesmo, mesmo brilhantes) e lhe deu de bandeja uma intrepertação fora de série. Querem dar-lhe o Óscar, embora isso seja muito, muito precipitado. Toda a gente sabe que os grandes filmes estreiam no Inverno, e aí se verá. Mas por agora sim, é o melhor papel secundário do ano e dificilmente lhe será roubado o prémio póstumo. Mas isso é conversa para daqui a uns meses. Christian Bale, Morgan Freeman, Michael Cane, Gary Oldman e Maggie Gyllenhall não precisam de muitas palavras, todos eles são grandes actores e todos eles fazem grandes papéis. No entanto
há um outro nome que, não rivalizando com Ledger, ainda rouba umas cenas. Aaron Eckhart, ou Harvey Dent, ou, ainda, "Harvey Two-Faces". É talvez o nome mais desconhecido do elenco (o que prova a solidez do elenco que não conta apenas com caras conhecidas mas como também conta com grandes papéis) mas excede as expectativas em relação a si. Se tivermos em atenção que tanto Ledger como Eckhart têm o peso das anteriores intrepertações de Jack Nicholson e Tommy Lee Jones, respectivamente, vemos o quão brilhantes são as suas intrepertações.
As sequencias de acção são non-stop, há lugar para pequenos trechos de comédia, muito drama e muita tragédia. É um filme de acção genial junto a um bom filme dramático. A câmera não nos deixa muito tempo para descansar entre tiroteios, cenas de luta, bombas, perseguições de carros, motas, camiões e o riso psicótico de Joker.
Finalizando (que a crtítica já vai longa) destaque ainda para a banda-sonora de James Newton-Howard e Hans Zimmer que, se individualmente já são o que são, juntos então só ouvindo.

É certo que o filme ficará para sempre marcado como a confirmação de Heath Ledger como um dos melhores actores da sua geração (se é que não se tinha já confirmado no seu brilhante papel em Brokeback Mountain) mas ninguém se devia esquecer que o filme é o que é devido ao génio de Christopher Nolan. O autor de Memento provou já inúmeras vezes que é um dos melhores autores que existem hoje em dia no cinema.
Um must-see movie, sem dúvida, que não sendo o melhor filme de sempre (porque não é, nem de perto de longe) é um dos 50 melhores.

domingo, 20 de julho de 2008

Clássicos - Se7en (1995)

Realizador: David Fincher.
Argumento: Andrews Kevin Walker.
Actores: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow.


Se7en é um dos melhores thrillers da história do cinema. Visualmente perturbador, ambiente pesado, personagens enigmáticas, cada uma com a sua história e todas as histórias interessantes. Um dos grandes trunfos de "Se7en" é que podemos dar atenção aos elementos de terror e suspense do filme sem por isso dar menos importancia aos outros aspectos como a construção de personagens, as ligações entre si (um bom exemplo disso sendo a ligação entre a personagem de Paltrow e a de Freeman) e, claro, o sempre "ausente" assassino. Talvez por ser ausente o filme praticamente todo, o assassino, quando aparece, tem um efeito tão brutal no espectador. Passamos uma boa hora a "ouvir falar" e a ver o que ele faz, o que aguça bem a curiosidade sobre este personagem. Chegamos mesmo a pensar se é algo humano, tais são as suas acções. Ao vê-lo finalmente percebemos que é muito mais humano do que se podia pensar. O assassino é Kevin Spacey (espero não estar a estragar nada a ninguém, mas acredito que quem leia isto já viu o filme e não há muita gente que leia isto) numa intrepertação curta, mas genial (como ele nos habituou ao longo dos anos).
Em termos técnicos, "Se7en" é o que se lhe pede: escuro, pesado, poluido (tendo uma grande cidade coberta de fumo e sujidade como cenário). Pelos movimentos de câmera e pela fotografia, reconhece-se bastante rápido o realizador deste filme: David Fincher. O seu estilo é comum entre "Se7en", "Fight Club" (filme que mais tarde ou mais cedo acabará também por ficar registado nesta secção do blog) e ainda "Alien 3". Em termos de banda sonora, Howard Shore faz o seu trabalho muito bem, tendo pormenores que lembram "O Silencio dos Inocentes". Fincher usa aqui um dos seus actores preferidos: Brad Pitt na pele de um detective acabado de se mudar para a cidade com a mulher (Paltrow, num bom papel). O detective, David Mills, é encarregue de investigar uma série de assassinatos, cada um respectivo a um dos sete pecados mortais. Mills é ajudado por William Somerset (Morgan Freeman), um detective prestes a retirar-se, que pensava já ter visto tudo o que havia para ver no mundo do crime. No entanto, o grau de bizarria destes assassinatos vão faze-lo mudar de ideias ao explorarem, ou pelo menos tentarem explorar, a mente complexa de um assassino em série.
O filme é sobre isso mesmo, explorar a mente de um assassino em série. E é fascinante o resultado, aprofundando mais e mais à medida que cada minuto de filme passa pelos nossos olhos. O final é um dos melhores que já se viu numa sala de cinema, dando uma reviravolta extraordinária. "Se7en" foi nomeado ao Óscar de melhor montagem, tendo ainda ganho 18 prémios a juntar a mais 17 nomeações.
Para a história fica um dos melhores argumentos do género.

(Na minha opinião, uma das cenas mais bem feitas do filme)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Tarantino escolhe Brad Pitt

Parece confirmar-se o rumor já há muito lançado: Brad Pitt protagonizará o próximo "Grindhouse" de Quentin Tarantino, intitulado "Inglorious Bastards", baseado numa banda desenhada de acção. O argumento, no qual Tarantino terá trabalho mais de uma década, acabando-o a 28 de Junho de 2008 (pelas palavras do mesmo), relata a história de um grupo de soldados (nos quais estará Brad Pitt) condenados à morte durante a Segunda Guerra Mundial que tem uma hipótese de se vingar. É tudo o que sabe de concreto, até agora.


De referir ainda que Rodriguez confirma a realização de "Machete" e Rob Zombie é de facto o novo elemento do projecto "Grindhouse".

Clássicos - O Silencio dos Inocentes (1991)

Realizador: Jonathan Demme
Argumento: Ted Tally
Actores: Anthony Hopkins, Jodie Foster, Scott Glenn e Ted Levine.

Baseado no best-seller de terror de Thomas Harris, "O Silencio dos Inocentes" não se limita a ser só um filme: é também uma esplendida introspecção na mente de um dos mais enigmáticos e aterradores serial-killers da história do cinema: Hannibal Lecter. Sir Anthony Hopkins traz aqui o papel de uma vida, tendo-lhe valido o Óscar de melhor actor. O filme é perfeito na maneira como estuda a mente retorcida de um assassíno em série, sendo nesse aspecto apenas rivalizado por "Se7en" (com o brilhantíssimo carisma de Kevin Spacey no papel de assassino). Destaque ainda para o papel de Jodie Foster, a ganhar aqui o seu primeiro Óscar de melhor actriz, entregando uma muito sólida intrepertação que, infelizmente (ou não), e por muito boa que seja (que é mesmo), é simplesmente suplantada pelo aterrador papel de Hopkins. Aliás, todo o filme é praticamente perfeito, da banda sonora à muito boa realização de Demme, aos papeis secundários e ao argumento, mas Hopkins consegue parecer apagar tudo do ecran. Um dos melhores papéis de sempre.

A história baseia-se na investigação da detective Clarice Starling que procura o responsável por uma série de raptos e assassinatos de jovens mulheres na zona de Midwest. Não conseguindo apanhar nenhuma pista sobre o caso, Clarice é então mandada pelo FBI para entrevistar um prisioneiro encerrado na cela mais segura da prisão mais segura. Este prisioneiro, um assassino que comia as suas vitimas (com toda a classe, diga-se) é Hannibal Lecter, um psiquiatra demente e extremamente intelegente. Mesmo por ser intelegente, Clarice começa a pedir pistas e ajudas a Lecter que, no entanto, não as vai dar de graça, fazendo com que Clarice se sujeite a tudo o que lhe mandaram não se sujeitar: entrar em jogos psicológicos com o canibal. Clarice terá então que sobreviver a tudo fora, mas, principalmente, dentro da cela de Lecter, uma das mais perfeitas encarnações do mal do cinema.

O filme, e o cinema, ficarão para sempre marcados pelo sorriso aterrador e pela voz calma e cheia de classe que Lecter dispõe aos espectadores. Considerado por muitos o melhor thriller de sempre, "O Silencio dos Inocentes" conta ainda com uma sequela e uma prequela: respectivamente "Hannibal" e "Dragão Vermelho" (baseado em "Manhunter" com Brian Cox no papel de Lecter), ambos filmes bastante razoáveis, fazendo justiça ao primeiro em termos de elenco, contando com alguns dos melhores actores do mundo (Edward Norton, Julliane Moore, Harvey Keitel, Phillip Seymor Hoffman, Ralph Fiennes, Emily Watson...) e, claro, Hopkins (e nunca ninguém mais como se provou muito bem em "Hannibal Rising", para esquecer) no papel de Hannibal. Um grande filme de terror, sem dúvida, quer em termos técnicos, quer psicológicos, sendo um dos filmes que melhor mexe com o espectador, que apenas quer que Lecter não saia da sua cela.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Alien 5" a ganhar força

Nem de propósito, confirma-se o interesse de Sigourney Weaver, agora com 60 anos, em reaver o papel da Tenente Ripley num bastante possível novo "Alien". O filme, que seria o quinto da saga, sem contar com "Alien vs Predator" e "Alien vs Predator: Requiem", traria de volta ao ecran uma das mais famosas criaturas do cinema. Outra noticia tão importante (ou mais) que a vontade de Weaver em voltar ao papel, é a noticia da vontade do próprio Ridley Scott que terá afirmado ser "bastante entusiasmante" a ideia de realizar "Alien 5".


Destaca-se ainda o facto de estar para breve a confirmação de Evan Rachel-Wood como Alice no próximo filme de Tim Burton: "Alice no País das Maravilhas" baseado na obra honónima de Lewis Carrol, datada de 1865.

Vale a pena realçar ainda as recentes declarações de Dustin Hoffman ("Rain Man", "Kramer vs Kramer")acerca dos seus projectos futuros. O actor, um dos melhores de sempre em Hollywood, sem dúvida, disso ao El País que num futuro breve quer trabalhar com o espanhol Pedro Almodovar e com Manoel de Oliveira. O actor disse ainda que a lingua seria um problema minimo já que o realizador "quase não tem de comunicar com os seus actores para que estes façam o que ele quer".

domingo, 6 de julho de 2008

Clássicos - Alien (1979)

Realizador: Ridley Scott
Argumento: Dan O'bannon, Ronald Shusett
Actores: Sigourney Weaver, Tom Skerrit, Veronica Catwright e John Hurt.

"Alien", de Ridley Scott é o primeiro filme de uma saga de quatro sobre Ripley, intrepertada por Sigourney Weaver (elemento de ligação de todos os filmes). Ponho este filme aqui porque me parece ser o melhor dos quatro (apenas minimamente rivalizado pelo segundo. Os outros dois não fazem justiça à saga) mas, no entanto, acho que este pode representar a saga por inteiro.
Neste primeiro capítulo, uma nave mineira, a Nostromo, onde segue a tripulação humana protagonizada por John Hurt, Weaver e o restante elenco, recebe um SOS de um planeta próximo, no seu caminho de volta à Terra. Divididos entre o dever de ajudar e a vontade de voltar para casa, acabam por ir socorrer quem quer que tenha mandado o pedido de ajuda. Ao chegarem ao planeta, deparam-se com criaturas estranhas e um dos tripulantes da nave é atacado por um pequeno alien que se "cola" à sua cara. Percebem então que o sinal não era de SOS, mas sim de aviso para se manterem afastados. O tripulante é trazido para a nave e tratado enquanto a nave descola rapidamente para a Terra. No entanto, a criatura foge e a tripulação começa uma corrida para a encontrar. A criatura acaba por morrer, o que desperta um outro ser no seu interior. Um ser muito mais desenvolvido e intelegente. Este novo alien desenvolve-se muito mais rapidamente que o outro, transformando-se numa enorme ameaça à vida da tripulação. O resto do filme é a luta entre o homem e algo muito mais poderoso...

"Alien, O Oitavo Passageiro" é um grande filme de terror e suspense que conta com incríveis e inovadores efeitos especiais (para a época, claro) e uma realização perfeita de Ridley Scott. Destaque ainda para os cenários e para a banda-sonora de Jerry Goldsmith.

Esta primeira parte da saga viria a ganhar o Óscar de melhores efeitos visuais e outros 11 prémios aos quais juntos mais 18 nomeações. A segunda parte, "Aliens" ganhou 2 Óscares (efeitos visuais e sonoros), mais 15 prémios e 21 nomeações. Já mais fracos, "Alien 3" foi nomeado para o Óscar de melhores efeitos visuais, ganhou 3 prémios e recebeu 16 nomeações, ao passo que "Alien: Ressurection" recebeu 4 prémios e 14 nomeações.

Gillermo del Toro realizará "The Hobbit"

Com estreia marcada para 2011 (seguir-se-à uma segunda parte do filme em 2012), "The Hobbit", prequela de "O Senhor dosAnéis" de Peter Jackson, já encontrou realizador: Gillermo del Toro. Não é, de todo, uma escolha surpreendente já que del Toro ("Pan's Lambirint", "Blade II", "Hellboy") é um dos mais conceituados realizadores do seu tempo e, certamente, o melhor realizador de filmes "fantásticos" da actualidade.


Parece também confirmada a presença da grande jóia do cinema britânico da actualidade, James McAvoy ( protagonista do brilhante "Expiação" e actor em "O último rei da Escócia) como Bilbo Baggins e a continuidade de Ian McKellen e Andy Serkis como Gandalf e Gollum, respectivamente.

sábado, 5 de julho de 2008

"The Day the Earth Stood Still"

Chega-nos o primeiro trailer do filme "The Day the Earth Stood Still", a estrear mundialmente a 12 de Dezembro.



O filme, que parece prometer ser o grande "monstro" da época de Natal, e provável candidato a um número bastante considerável de prémios no circuito anual, é um remake do filme honónimo de Robert Wise de 1951. Desta vez é Scott Derrickson que traz às salas de cinema mundiais a história de um alienígena chamado Klaatu (intrepertado por Keanu Reeves) que vem à Terra tentar perceber o "modo humano" e acaba por fazer um ultimato à população terrestre. É nessa população que se encontram Jennifer Connely, Kathy Bates e Jaden Smith (filho de Will Smith) que se vão ver no meio de uma destruição macissa ao longo do filme. Apesar dos contornos de blockbuster do filme, ele não o é, de todo. É um filme virado para o aspecto artístico e pretende aprofundar a sensação do medo de um apocalipse e aquela que é uma questão bem humana: a existencia. O filme conta com aspectos muito pessoais do primeiro filme, incuindo um monstro robótico gigante chamado Gort que se incumbirá da destruição do planeta e que apenas responde às palavras "Klaatu Barada Nikto".

Noutras notícias, confirma-se a entrada em pré-produção de "300, Part II". O que ainda não está confirmado é a história, embora se aponte para uma prequela (um pouco contrariamente ao título do filme), já que todos os actores (ou quase todos) morrem no final do primeiro filme. O realizador Zack Snyder é que ainda nao confirmou a realização desta segunda parte, embora tudo aponte que será mesmo ele a dirigir a obra de Frank Miller.

Na comédia, confirma-se o papel um novo filme de Sherlock Holmes. Sacha Baron Cohen será o detective residente 221b de Baker Street. E como se não fosse já um trunfo gigante para o filme, confirma-se ainda o papel de Will Ferrel como Dr. Watson, o ajudante de Sherlock. Além disso, o realizador é o já mítico Judd Apatow ("Super Bladas"). Estão então reunidas as condições para um filme de comédia muito bom.

Por hoje é tudo, no que diz respeito a notícias. Registo ainda para o concurso "Super Bock, Super Blog", do qual já começaram as votações. Podem votar clicando no logo do lado esquerdo. Este blog encontra-se na secção de "Cultura, Arte e Entretenimento".

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Batman, The Dark Knight

É já no dia 24 de Julho que Portugal recebe um dos mais esperados Blockbusters da história do cinema: "Batman, The Dark Knight".



Para além da óbvia importancia de Batman no cinema de Verão, junta-se-lhe o infeliz acontecimento da morte de Heath Ledger. A morte do actor, há poucos meses, vem aumentar muito a expectativa à volta do filme e a verdade é que já se falam em Óscares. Claro que ainda é muito cedo para prever algo a ver com as mais cobiçadas estatuetas douradas do mundo mas o primeiro "Batman Begins" deixou um ar muito melhor que os anteriores títulos da saga, aliando os factores de um bom blockbuster ás mais que provadas capacidades artísticas de Christopher Nolan ("Memento", "The Prestige"), que volta a assumir o leme do filme. Outro trunfo é o regresso à borracha do fato de Batman de Christian Bale e a continuação de Michael Caine, Morgan Freeman, Gary Oldman e Cillian Murphy. Um dos melhores elencos do ano a quem se junta ainda Maggie Gyllenhaal que substitui a fraquíssima Katie Holmes (sem surpresa). Ainda assim, o principal trunfo do filme parece mesmo ser o papel (brilhante, pelo trailer) de Heath Ledger na pele branca de Joker, anteriormente protagonizado pelo gigante Jack Nicholson. Este é um Joker mais atormentado, mais (muito mais) humano e demente a quem se juntará Aaron Eckhart que substitui o papel anteriormente feito por Tommy Lee Jones (Two Faces). Fala-se ainda em Philipp Seymor Hoffman para protagonizar o Pinguim no próximo título da saga.

Ficamos então à espera do dia 24, com o qual virá uma crtítica mais detalhada do filme e do tão esperado papel de Ledger.