Argumento: Jonathan Nolan e Christopher Nolan.
Actores: Christian Bale, Heath Ledger, Morgan Freeman, Michael Caine e Aaron Heckhart.
Batman Begins foi, provavelmente o melhor Batman até à data de estreia da sua sequela. Batman, The Dark Knight, é, sem dúvida nenhuma, o melhor Batman agora. Mesmo para os fãs de Tim Burton e Joel Schumacher, deve ser fácil reconhecer o mérito de Dark Knight. Ao entrar na sala para assistir à estreia do filme, sabia que ia ver aquele que está considerado com mais de 100.000 votos como o melhor filme de todos os tempos, ainda com uma substancial vantagem sobre O Padrinho, o segundo na tabela no IMBD. Obviamente, este não é o melhor filme de todos os tempos (há coisas que simplesmente têm de ser aceites, o Padrinho, e outros, são superiores). Mas ainda mais obviamente, é o melhor filme do ano e o melhor dentro do género (o que não é muito complicado mas ainda assim é de referir). O lugar do filme na tabela surge, julgo não ser o único convencido disto, pelo fenómeno Heath Ledger. A morte do actor veio trazer muito interesse pelo filme e, claro, pela intrepertação do actor. No entanto, vou dar o mérito a quem mais o merece: Christopher Nolan.Christopher Nolan já anda no cinema à muito tempo e sabe imenso sobre a arte de fazer filmes completos, bons em todos os aspectos. E o filme é mesmo isso, é bom em todos os aspectos. O ambiente negro e pesado que paira sobre a "sua" Gotham City, o argumento (destaco os diálogos em particular), a construção de personagens e, o que eu acho ser o grande trunfo do filme, a maneira absolutamente genial como está filmado e montado. Esquecemo-nos que estamos a ver tudo numa cadeira de cinema, a olhar para uma tela.
Gotham é uma cidade, esteticamente igual a muitas cidades que conhecemos hoje, contrariando as luzes e espalhafatos da Gotham de Burton (não há nenhuma melhor que outra, são as duas completamente inversas). Uma cidade onde reina o crime organizado e onde os polícias honestos escasseiam. É nessa cidade e nesse ambiente que entra em cena um novo tipo de criminoso. Um criminoso que não quer dinheiro, poder ou fama. Um criminoso que actua sozinho contra tudo e contra todos. Dá pelo nome de Joker e pela cara de Heath Ledger. E sobre o papel de Ledger há pouco a dizer. É absolutamente brilhante, sim, e rouba todas as cenas do filme em que aparece, sim. Mas o mérito é repartido entre Ledger e Nolan, que o escreveu, lhe deu as falas brilhantes (mesmo, mesmo brilhantes) e lhe deu de bandeja uma intrepertação fora de série. Querem dar-lhe o Óscar, embora isso seja muito, muito precipitado. Toda a gente sabe que os grandes filmes estreiam no Inverno, e aí se verá. Mas por agora sim, é o melhor papel secundário do ano e dificilmente lhe será roubado o prémio póstumo. Mas isso é conversa para daqui a uns meses. Christian Bale, Morgan Freeman, Michael Cane, Gary Oldman e Maggie Gyllenhall não precisam de muitas palavras, todos eles são grandes actores e todos eles fazem grandes papéis. No entantohá um outro nome que, não rivalizando com Ledger, ainda rouba umas cenas. Aaron Eckhart, ou Harvey Dent, ou, ainda, "Harvey Two-Faces". É talvez o nome mais desconhecido do elenco (o que prova a solidez do elenco que não conta apenas com caras conhecidas mas como também conta com grandes papéis) mas excede as expectativas em relação a si. Se tivermos em atenção que tanto Ledger como Eckhart têm o peso das anteriores intrepertações de Jack Nicholson e Tommy Lee Jones, respectivamente, vemos o quão brilhantes são as suas intrepertações.
As sequencias de acção são non-stop, há lugar para pequenos trechos de comédia, muito drama e muita tragédia. É um filme de acção genial junto a um bom filme dramático. A câmera não nos deixa muito tempo para descansar entre tiroteios, cenas de luta, bombas, perseguições de carros, motas, camiões e o riso psicótico de Joker.
Finalizando (que a crtítica já vai longa) destaque ainda para a banda-sonora de James Newton-Howard e Hans Zimmer que, se individualmente já são o que são, juntos então só ouvindo.
É certo que o filme ficará para sempre marcado como a confirmação de Heath Ledger como um dos melhores actores da sua geração (se é que não se tinha já confirmado no seu brilhante papel em Brokeback Mountain) mas ninguém se devia esquecer que o filme é o que é devido ao génio de Christopher Nolan. O autor de Memento provou já inúmeras vezes que é um dos melhores autores que existem hoje em dia no cinema.Um must-see movie, sem dúvida, que não sendo o melhor filme de sempre (porque não é, nem de perto de longe) é um dos 50 melhores.

Sem comentários:
Enviar um comentário