terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Gran Torino

Clint Eastwood fez filmes que vão marcar a história do cinema para sempre. É por isso que ele é visto como a maior lenda viva do cinema, hoje em dia. Porque Clint Eastwood é o que um realizador, por definição, deve ser: Um contador de histórias. Depois de marcar para sempre os Westerns como o seu "Homem Sem Nome" e o seu Dirty Harry, ele tentou a realização. Em 1973 com High Plains Difter, para ser mais concreto. A partir daí surgiram filmes como Imperdoável, pelo qual levou dois Óscares para casa, As Pontes Sobre Madison County, Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal, Mystic River, Letters From Iwo Jima, Million Dollar Baby, pelo qual levou mais dois óscares para casa e, agora, Gran Torino. A semelhança entre todos eles é que são todos clássicos instantaneos. E clássicos absolutos. Não é necessário gostar de filmes para se gostar de filmes de Clint Eastwood. Podem pegar numa pessoa que nunca tenha ido ao cinema (se é que existe uma) e mostrar-lhe um dos filmes acima mencionados. Essa pessoa, quando sair da sala, vai-se lembrar de tudo o que se passou na história como se alguém estivesse a lê-la em vez de se estar a passar numa tela. É essa a magia que Clint Eastwood faz. Conta cada história como se a última história que ele quisesse contar na sua vida. E apesar dos seus 79 anos (salvo erro), espero que ainda tenha muitas para contar.

Em relação a esta história em particular, Gran Torino, é a mesma fórmula de Million Dollar Baby. Sem tirar nem pôr. Um homem durão e céptico encontra alegria numa pessoa pela qual inicialmente não mexia um dedo. Em Million Dollar Baby essa pessoa é Hillary Swank. Em Gran Torino é Thao (estreante Bee Vang). A fotografia e a banda sonora são também similares (ambiente mais escuro em Million Dollar, ainda assim). No entanto, nada é repetido. Nada é igual. O filme conta a história de Walt Kowalski (intrepertado uma vez mais de forma absolutamente brilhante por Eastwood), um veterano Americano da Segunda Grande Guerra que vive num bairro dominado por gangs de diferentes etnias. Um dia, uma família de cultura Hmong, asiática portanto, muda-se para a casa ao lado da sua. Toda esta cultura entra em confronto com a de Walt, amante de armas, destemido em relação a tudo, conservador. Um dia, um gang leva Thao, o membro mais novo da familía, e, como modo de iniciação para entrar no gang, fazem-no tentar roubar o Gran Torino de Walt, um carro de 1972 que o próprio ajudou a construir. A tentativa falha e, como compensação e, para não desonrar a sua familía, Thao oferece-se para ajudar Walt em várias tarefas domésticas. Walt começa assim a fazer amizade com o rapaz e com toda a vizinhança asiática. E embora me apetecesse contar tudo o que se passa de seguida, vou deixar-vos aperciar cada fala e cada momento deste filme brilhante.

O elenco, tirando Eastwood, é praticamente desconhecido. Se em Million Dollar Baby Eastwood aposta em dois monstros do cinema como Hillary Swank e Morgan Freeman, aqui ele aposta em dois estreantes. Ahney Her, agradável surpresa e Bee Vang que não está nada de especial, embora pela sua relativa juventude se possa esperar algo mais até porque o mestre Eastwood não faz coisas à toa. O já mais conhecido Christopher Carley (Lions for Lambs) também entra no elenco com um bom papel. Destaque para a banda sonora composta por Kyle Eastwood (filho de Clint) e para a fotografia brilhante de Tom Stern, o mesmo de Million Dollar Baby.

Mais um filme brilhante em todos os aspectos de Clint Eastwood. Segue-se The Human Factor a estrear daqui a um ano para o qual já estão confirmados Matt Damon e o repetente Morgan Freeman. Também quase a estrear estará Changeling (8 de Janeiro) com Angelina Jolie no papel principal pelo qual tem tido algumas nomeações (incluindo o Globo de Ouro). O filme foi nomeado para a Palma de Ouro do Festival de Cannes.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

The Curious Case of Benjamin Button

Vem aí o provável arrebatador dos Óscares deste ano, uma vez que "The Dark Knight" parece estar a perder força como principal concorrente (embora ainda tenha, concerteza, uma palavra a dizer). Brad Pitt parece, finalmente, um quase certo candidato a ganhar o principal galardão do mundo do cinema, e bem que já merece o reconhecimento pela parte da Academia.

O filme conta a história fantástica de um homem, Benjamin Button (Pitt naquele que parece ser o papel da sua vida, mandando-se de cabeça para a consagração) que nasce velho. Sim. Ele nasce velho. E à medida que deveria "envelhecer", ele fica mais novo. Sim, é estranho mas é verdade. O filme mistura drama (muito, provavelmente) com fantasia. Enquanto fica mais novo, ou seja, enquanto "envelhece", vai vivendo a sua vida o mais normalmente que pode. Não quero estragar nada com spoilers por isso deixo-vos ver o resto. A única nota aqui a reter é que Brad Pitt avança fortemente para um dos melhores papéis de sempre e que o filme conta também com Cate Blanchett. Sim. Ela. Sim. Ela e Brad Pitt. A realização conta com David Fincher, realizador de "Se7en" e "Fight Club". Sim. Não sei que mais dizer a não ser: get ready to be blown away.

O principal favorito até ao momento pela crítica que já viu o filme e, em boa vedade, seria preciso uma grande obra de arte para o tirar do trono. "Milk" (com Sean Penn e um Josh Brolin muito capaz de tirar o Óscar da mã o de Heath Ledger) avança também em força. Dark Knight parece assim perder-se no meio de tanta qualidade. Mas nunca se sabe. Será um taco a taco entre Milk e Dark Knight, uma vez que o filme de Fincher parece levar um avanço demasiado grande. Vamos esperar pelos outros possíeveis nomeados (e pelo circuito, ainda são uns quantos).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Son of Rambow" e o cinema em Portugal

Eis o filme do ano (até agora) segundo este estimado, maravilhoso e ausente (peço desculpa) blog.

Ainda não sei se este filme estará disponível em Portugal mas por enquanto não tem data de estreia marcada (nem distribuidores) e, já tendo estreado em Abril (dia 4) no Reino Unido, é de esperar que o filho de Rambo(w) não passe por terras Lusitanas para destruir tudo à sua volta. Assim sendo, já nem é um "bocado" vergonhoso. É muito vergonhoso quando as distribuidoras nacionais estão preocupadas em trazer ao seu publico filmes como "O Crepúsculo", "Saw V", "The Happening" e "Max Payne" e rejeitam um filme que (falo por mim) relembra que qualquer um pode fazer um grande filme com poucos recursos. Porque isso, cinéfilos leitores, é a magia do cinema. Não é por um filme custar milhões de euros que vale a pena ser visto. Se forem milhões de euros bem gastos, tudo bem. Mas todos os exemplos que dei acima custaram realmente milhões de euros cada um e são, desculpem-me os fãs dos ditos filmes, autenticos pedaços de lixo. "Saw V" e "Max Payne" são, obviamente, franchises e, como tal, não podem ser rejeitados pelas distribuidoras (se bem que em ambos os casos nada de nada se perdia. A única coisa que ganhei com "Max Payne" foi uma vontade enorme de partir os CD's do jogo) mas podiam perfeitamente reduzir o número de salas em que estrearam. Pouca gente os viu, de qualquer maneira, tirando "O Crepúsculo", bem sucedido na América (outro público de fast-food convertido ao cinema). E assim, reduzindo número de salas podiam, sei lá... Angariar dinheiro para trazer os filmes verdadeiros a Portugal, como este! Não se pode dar mais a desculpa do lucro porque, admitamos, ele já não existe. Ao passo que se trouxessem filmes destes, gastava-se MUITO menos em direitos, MUITO menos em distribuição e, assim, talvez o LUCRO fosse MAIOR. Iriam menos pessoas ver o filme? Talvez, mas não muitas menos, pelo andar da coisa.

"Son of Rambow" passa-se em Inglaterra, no início da década de 80 e é a história de duas crianças: Lee Carter, um rufia com coração e Will, um rapaz cuja família tenta aprisionar em regras, religião e ordem. A religião da família de Will não o permite ver TV pelo que o rapaz nunca teve a experiencia de ver um filme. Um dia, Lee Carter, que filma os filmes no cinema com uma câmera de mão para vender, mostra-lhe a sua última aquisição: "Rambo - First Blood". Sim! O primeiro filme da saga de John Rambo é o primeiro filme que Will vê. Resultado: Will torna-se no filho de Rambo. Forma então uma história na sua cabeça, escreve-a na Bíblia (uma bela BD, se o posso dizer) e, juntamente com Lee Carter, filma a história para uma disciplina. No entanto, toda a escola começa a notar neles e, às tantas, o filme já conta com um elenco de criançada. O resto, deixo-vos ver, se conseguirem.

Este é, sem dúvida, o género de filmes, feitos com o coração (e muito, muito esforço) que, pessoalmente, me fazem QUERER ver filmes sem sentir que os TENHO de ver. Porque é assim que as coisas são. Hoje em dia, há a política do TENHO que ver este filme e não do QUERO ver este filme. Obviamente que não falo de toda a gente (ou falo?) mas a razão pela qual filmes como o "Crepúsculo" são bem sucedidos é simplesmente porque as pessoas vêm um trailer com um vampiro e um efeitozito digital bem feito e dizem "tenho que ver isto". Não o QUEREM ver, porque nem sabem, em maior parte dos casos, o que raio conta o filme. Mas ei! Tem vampiros, tem espectadores. Tem porrada, tem espectadores. "Son of Rambow", corre o risco de ser um novo "Hot Fuzz", que só estreou em Portugal porque o grande Nuno Markl pôs um pé à frente e, em nome do cinema, organizou todo um movimento de fãs que permitiram umas duas ou três exibições em Portugal. E não, não digo duas ou três como "forma de expressão". Foram, literalmente, umas duas ou três. Filmes como "Hott Fuzz" e "Shaun of the Dead" são maus? Não... São simplesmente geniais. Mas isso já não parece querer dizer nada. Não são as produtoras que estão erradas, elas fazem o possível para lucrar. Mas se nós vissemos filmes bons, elas provavelmente faziam filmes bons. É só uma opinião.

Tenho a certeza que metade de vocês não vai querer saber do filme e que metade dos que querem ver, não vão tentar. E metade dos que vão tentar, não vão conseguir (e sem culpa nenhuma). Porque é preciso querer ver. Não só esperar sentados que ele se mostre porque, meus amigos, hoje em dia, isso não serve de nada.

sábado, 27 de setembro de 2008

O adeus do "Mr. Blue Eyes"

26.01.1925 - 26.09.2008

Morreu um dos melhores actores de sempre. Dentro e fora do ecrán, o mundo perdeu hoje um grande símbolo. Fica para a história (certamente) como um dos melhores actores de todos os tempos. Paul Newman, uma lenda.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Stand Up - Delirious




Uma parte do espetáculo de Eddie Murphy Delirious data de 1983. Como apaixonado de stand-up comedy, este é um dos melhores espetáculos que posso recomendar. Se se interessarem por este video, vejam o espetáculo inteiro no You Tube (o melhor entertainer da Internet). Se por acaso se interessarem pelo espetáculo em si, então guardem uma hora por dia e vejam videos dos espetáculos de Chris Rock, Bernie Mac, Chris Tucker, Lewis Black, Russell Peters, Jerry Seinfield, George Carlin, Woody Allen e por ai fora. São milhares de artistas (famosos ou não) que valem a pena ser vistos, especialmente nos dias de hoje em que o DVD mais comprado em Portugal se chama Just Girls: Canta e Dança com Elas, o que enfim...

Fica aqui ainda o link para a lista da Commedy Central, uma das instituições mais impulsionadoras do stand-up mundial. Pode não estar de acordo com todos mas, neste meio, o que está?

http://everything2.com/index.pl?node_id=1532323

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

60th Primetime Emmy Awards

Realizou-se esta madrugada a 60ª cerimónia de entrega dos mais importantes galardões do mundo televisivo. "Mad Man" e o brilhante "30 Rock" levaram os respectivos prémios de melhor série, tendo Mad Man vencido a categoria dramática (no qual apareceu nomeado Boston Legal, um categoria surpreendente para uma série maioritariamente de comédia) e 30 Rock levou para casa o prémio de melhor série musical ou cómica. Para além disso, nos principais prémios, Jon Stewart voltou a ganhar, pelo sexto ano consecutivo, o prémio de melhor série de entretenimento pelo seu Daily Show e ainda John Adams levou o prémio de melhor mini-série. John Adams levou ainda o prémio de melhor actriz para a maravilhosa Laura Linney, melhor actor para John Adams, melhor actor secundário para Tom Wilkinson e melhor argumento para mini-série. Sem dúvida uma grande noite para a mini-série produzida por Tom Hanks e encabeçada por actores do melhor que Hollywood tem para dar.

Outro grande vencedor da noite foi 30 Rock, uma série que já tinha dado provas no passado, mas que confirma aqui o seu imenso valor e a capacidade de liderança da grande Tina Fey, mentora da série. 30 Rock levou, para além do prémio de melhor série musical ou cómica, o prémio de melhor actor nesta categoria, atribuido a um Deus do ramo, Alec Baldwin. Também Tina Fey levou o prémio de melhor actriz e melhor argumento. Mad Man levou também o prémio de melhor argumento na sua categoria. O mais nomeado da noite, Damages, acabou por levar o tão esperado Emmy de melhor actriz para Glenn Close que tem aqui, sem exagerar, um dos papéis da sua vida. Também Zeljko Ivanek levou o Emmy de melhor actor secundário pela mesma série.
(Jeremy Piven - Melhor Actor Secundário de Comédia ou Musical por Entourage)

Houve, claro, tempo para muitas situações cómicas, cois aque já se esperava ao juntarem Ricky Gervais, Steve Carrel, Jon Stewart, Stephen Colbert e William Shatner no mesmo pavilhão. Também Tom Hanks teve o seu momento cómico quando recebeu o prémio de Sally Field, sua mãe em Forrest Gump. Destaque ainda para Ricky Gervais que recebeu cinco nomeações individuais, maior parte delas devido ao episódio final da sua recente criação "Extras". Gervais que vai aos poucos conquistando o mundo televisivo com a sua mentalidade de Brit Comedy. Um dos principais senhores da situação actual da comédia mundial. Os apresentadores foram os cinco nomeados ao prémio de melhor apresentador que, de apresentadores pouco tiveram. Apenas Heidi Klum se safou nesse panorama, tendo vários momentos cómicos, um deles com Shatner.

Fica aqui a lista dos vencedores:

Melhor Série (Drama): Mad Men (AMC)
Melhor Série (Comédia): 30 Rock (NBC)
Melhor Minissérie: John Adams (HBO)

Melhor Actor (Drama): Bryan Craston (Breaking Bad)

Melhor Actor (Comédia): Alec Baldwin (30 Rock)
Melhor Actor (Minissérie/ Telefilme): Paul Giamatti (John Adams)

Melhor Actriz (Drama): Glenn Close (Damages)
Melhor Actriz (Comédia): Tina Fey (30 Rock)
Melhor Actriz (Minissérie/ Telefilme): Laura Linney (John Adams)

Melhor Actor Secundário (Comédia): Jeremy Piven (Entourage)

Melhor Actriz Secundária (Comédia): Jean Smart (Samantha Who?)
Melhor Actor Secundário (Drama): Zeljko Ivanek (Damages)
Melhor Actriz Secundária (Drama): Dianne Wiest (In Treatment)
Melhor Actor Secundário (Minissérie/ Telefilme): Tom Wilkinson (John Adams)
Melhor Actriz Secundária (Minissérie/ Telefilme): Eileen Atkins (Cranford Masterpiece)
Melhor Programa de Variedades, Musical ou Comédia: The Daily Show (Comedy Channel)
Escrita Programa de Variedades, Musical ou Comédia: The Colbert Report
Realização Programa de Variedades, Musical ou Comédia: Louis J. Horvitz (80th Annual Academy Award)

Melhor Apresentador (Individual) de um Programa de Variedades ou Musical: Don Rickles
Melhor Filme feito para Televisão: Recount (HBO)
Realização (Minissérie, Telefilme ou Especial Dramático): Jay Roach (Recount)
Escrita (Minissérie, Telefilme ou Especial Dramático): Kirk Ellus (John Adams)

Realização (Drama): Greg Yaitanes (House)
Escrita (Drama): Matthew Weiner (Mad Men)
Realização (Comédia): Barry Sonnenfeld (Pushing Daisies)
Escrita (Comédia): Tina Fey (30 Rock)

Melhor Reality Show: The Amazing Race (CBS)
Melhor Apresentador Reality Show: Jeff Probst (Survivor)

(Tina Fey com um dos seus 3 Emmys - Melhor Actriz, Argumento e Série Musical ou Cómica por 30 Rock)

domingo, 21 de setembro de 2008

DVD - Iron Man

Realizador: Jon Favreau.
Argumento: Mark Fergus e Hawk Ostby.
Actores: Robert Downey Jr., Terrence Howard, Jeff Bride e Gwyneth Paltrow.

"Iron Man" é um triunfo nos filmes baseados em heróis de banda-desenhada. E vem numa altura em que os filmes de super-heróis estão em alta, sendo este, sem dúvida, o ano mais memorável de sempre no que toca a esse assunto. Se por um lado é verdade que "Homem-Aranha" iniciou a febre dos filmes de super-heróis de "última geração", o facto é que este género só se confirmou sólido este ano com a chegada de "O Incrível Hulk", "Iron-Man" e, acima de tudo, "Batman, O Cavaleiro das Trevas".

Iron Man é, antes de mais nada, um filme para descontrair. Sarcástico (cortesia de Downey Jr.), divertido, acessível, simples na realização e muito bem escrito, adaptando o super-héroi metálico às melhores tecnologias que Hollywood hoje em dia premite. Em relação a actores, são, antes de estrelas individuais, um grande casting colectivo. Nota-se perfeitamente que Downey Jr. reina no filme e que todos os outros actores giram à sua volta, tendo como principal função centrar as atenções do espectador no actor principal. Downey Jr., Jeff Bridges, Terrence Howard e GwynethPaltrow, todos actores muito experientes e com provas dadas no ramo. O resto é tudo muito bom, sendo muito provável vermos este filme nomeado em várias categorias técnicas nos Óscares. Efeitos digitais, sonoros, direcção artística e som serão categorias em que o filme é capaz de lutar. E não seria de admirar ver o filme fortemente nomeado nos Globos de Ouro.

A realização é muito eficaz dando até hipótese a Favreau de brincar um pouco com ângulos e situações ao longo do filme. Certos pormenores trazem também muita nostalgia (como a parte em que Terrence Howard olha para o fato preto e diz "talvez noutra altura") àqueles que estão familiarizados com a história do herói. A banda sonora é boa e acompanha muito bem o filme.

Nota final para Robert Downey Jr., um dos meus actores preferidos e, no que me diz respeito, um dos melhores 50 actores de todos os tempos. É certo que já passou por muitos problemas (um dos mais badalados na imprensa no que diz respeito a drogas e consecuticas reabilitações) mas parece estar definitivamente de volta ao mundo dos vivos. Assim esperemos, pois talento não lhe falta.
Se são fãs de filmes de super-heróis, não hesitem em comprar. Se são fãs de filmes de acção, não pensem duas vezes. Se são fãs de cinema, pensem um bocadinho e depois vão comprar. Um must-see. Um grande filme para se ver, de preferencia, em Blue Ray. Eu pelo menos recomendo muito vivamente. PS: Hoje às 01h da manhã, se puderem, não percam os Emmys no AXN. Apresentação de Conan O'brien. Amanhã contem com um resumo da cerimónia e respectivos vencedores.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Don't Mess With The Zohan

Realizador: Dennis Dugan.
Argumento: Robert Smigel.
Actores: Adam Sandler, John Turturro, Emmanuelle Chriqui e Rob Schneider.

"Don't Mess With The Zohan", ou Não te Metas com o Zohan, é muito parecido com "Get Smart" no sentido em que é um filme mau mas cómico. Embora este seja ainda pior em termos de cinema per se. No sentido artístico da coisa, é muito mau. No entanto, tal como anteceu em "Get Smart", este filme tem actores que fazem por merecer cada dólar que recebem e salvam o filme da desgraça total.

Admitamos, antes de mais nada, que nenhum dos actores tem aqui um papel de uma vida. Adam Sandler já viu melhores argumentos à frente (embora tenha participado na escrita deste) e já fez melhores papéis tambem, mas agarra-se ao personagem de tal forma que o espectador é capaz de se interessar por ele. Os maneirismos que Sandler incorporou em Zohan (ou Scrappy Coco) são muito bons e cada fala sua faz rir (mais pela maneira como está dita do que escrita). O melhor momento em termos de actores vem na seguda metade do filme onde vemos reunidos personalidades como Kevin Nealon (entra em todas e ainda bem), Dave Matthews (já não é exactamente um estreante nestas andanças, e ainda bem), Rob Schneider (fiel seguidor de Sandler e ainda bem) e até Mariah Carey aparece (e ainda bem).O vilão é nada mais, nada menos que John Turturro, um grande actor de teatro que de vez em quando gosta de se mostrar a publicos mais diversificados. E fá-lo muito bem. Para finalizar, há ainda Indo Mosseri e Emmanuelle Chriqui, que não deslumbram mas também não se fazem passar mal pelo filme.

Atrevo-me a dizer que o melhor já está, sendo que o resto do fime é simplesmente infeliz. Argumento mau, salvo ocasionalmente pelos actores, realização que piora o argumento, efeitos especiais que não dão manobra à realização e por aí fora. Defino o grande problema deste filme como o péssimo uso do non-sense em ocasionais alturas do filme. É uma boa ideia mas tem partes em que é muito má realizada. Não é de todo um trabalho que deva orgulhar os seus criadores. Para a história ficam então os bons papéis cómicos (não lhes chamaria grandes papéis) e a má direcção do projecto.

A melhor forma que tenho de pôr este filme é que é um grande filme para se ver em DVD. Em casa de um amigo. E já agora, que tenha sido o amigo a comprar o DVD. Porque não vale metade dos 5 euros que se gasta a ir ao cinema.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Jolie será Catwoman

Angelina Jolie encabeça os "reforços" da nova sequela de Batman. Houveram notícias de uma sequela que depois começaram a ser contrariadas com um possível final da saga em "The Dark Knight" mas a verdade é que vem aí um novo filme do Cavaleiro Negro. Supõe-se que o elenco base se mantenha e que Christopher Nolan volte a assumir o argumento e realização pois seria extremamente complicado mudar de realizador. Angelina Jolie, ao que já parece certo, será Catwoman, personagem ultimamente representada (mal e porcamente) por Halie Berry em "Catwoman". Volta então com toda a força o rumor de Seymor Hoffman ser Pinguim embora Aaron Eckhart já tenha pedido para entrar novamente na saga, pedido que deverá ser aceite. Também se fala na personagem de Maggie Gyllenhall para ser Catwoman, mas tal iria contra a história (que, apesar de tudo se mantém intacta).

As votações para os "Superbock Superblog Awards" encerraram. Não que conte com muitos votos mas é bonito avisar.

Aviso também que estarei de férias até dia 15 de Setembro, por isso, entretanto, não contem com novidades neste blog. Prometo, no entanto, voltar com o prometido especial sobre a campanha do grupo Amorim: "Save Miguel".

VC

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

The Weather Man

Realizador: Gore Verbinski.
Argumento: Steve Conrad.
Actores: Nicolas Cage, Michael Caine e Hope Davis.

Para contrariar um bocado o só escrever filmes nas estreias (ou perto delas), escrevo agora sobre um filme que acabo de ver na TVI (uma das muito raras vezes que a TVI dá filmes de jeito e parece que amanhâ vão dar o Casino Royal!).
The Weather Man é um filme que, pessoalmente, me agradou muito. Muito mesmo. No entanto, a primeira coisa que o filme me lembra é Lost in Translation. E diga-se que Lost in Translation é um dos meus all-timers. Digo que me lembra porque não me parece, de todo, um filme que agrade, desde já, a todos os espectadores. Na verdade, em relação a Lost in Translation, conheço mais pessoas que pura e simplesmente odeiam o filme do que gostam. E quase que posso compreender porque é um filme parado em que não se passa (ou não se parece passar) muito. O que, nos dias de hoje, é um suícidio em termos de render nas salas de cinema. No entanto, parece-me que são estes filmes que, hoje em dia, valem o dinheiro que se gasta a fazê-los pois é neste tipo de filmes que paramos, olhamos para o ecrán e pensamos "ah, cinema!" e não "cá esta o Vin Diesel a esmagar mais um crânio" (com todo o respeito pelo Vin Diesel).
Este é um filme que, não sendo um feito artístico por aí além, é um filme que nos faz pensar na vida, muito por causa do personagem principal: Dave Spitzer. Garanto que não me relacionava com um personagem desta maneira há muito tempo. Faz-nos ter pena dele (o sentimento predominantes, diria eu), rir dele (o segundo), simpatizar com ele e raramente, espero eu, identificar com ele. Passo a explicar.

Dave Spitzer, intrepertado por Nicolas Cage, é um "homem do tempo". Não chega sequer a ser um meteorologista, mas sim alguém que fala por eles nas notícias, decerto que estarão a ver o conceito, basta ver um telejornal normal. Mas a vida de Spitzer, tirando o salário confortável de que aufere, está de cabeça para baixo. A ex-mulher está prestes a casar com outro homem, o seu filho é perseguido por um pedófilo, a sua filha é obesa e não parece ter a mínima vontade de estar viva e o seu pai (brilhante, brilhante Michael Caine), em escritor muito famoso, prémio Pulitzer aos 32 anos, está a morrer. E isto são apenas os factos constantes da sua vida, porque ainda há os bónus como levar com bocados da mais variada fast-food na rua, cortesia de espectadores insatisfeitos, não conseguir realizar nada de importante na sua vida e coisas que tais. David tenta então distrair-se fazendo-se acompanhar da filha, chateando a ex-mulher e tendo aulas de tiro com arco, modalidade da qual vai ficando muito bom. Até que um dia surge uma opurtunidade de ser o "homem do tempo" no prorama "Hello America", transmitido a nível nacional. David pensa então que se conseguir esse trabalho e beneficiar do 1.2 Milhões de dólares de salário, a sua ex-mulher voltará para ele, os filhos vêm atrás e o pai terá finalmente orgulho nele. E é através de pequenos passos em frente e pequenos passos atrás que a sua vida vai fazendo sentido. Não bom sentido, mas sentido. A moral da história passa por ser que é bom sonhar mas não muito alto porque, por cada sonho que tivermos, a vida parece querer pregar-nos uma partida. Interessa é a maneira como se encara as adversidades. David escolheu ser um arqueiro em Nova Iorque.

Falando de crítica, não sou lá grande fã de Nicolas Cage. Gostei muito da sua interpertação em Morrer em Las Vegas, mas também, quem não gostou? Depois, em Inadaptado voltou a mostrar boas credenciais de actor. Tem mais uns bons filmes, sim mas é nas escolhas de carreira que ele não parece ser grande coisa. Os últimos filmes que fez como, Ghost Rider (...) ou Wicker Man (......), são coisas inexplicáveis e absurdas. Filmes tão maus que não se deviam tolerar a um homem na sua posição. Mas enfim. Falando em Weather Man, Cage está muito bom. Muito bom mesmo. Agradável, cómico, cabisbaixo, raivoso, tudo a seu tempo. O actor consegue aqui mostrar várias faces, todas muito bem postas nas diversas partes do filme que quase merecia ser separado por capítulos, tais não são a mudanças de humor e ambiente que vão decorrendo. Uma das melhores intrepertações de Cage. Caine é a estrela do filme. Parece que faz qualquer papel da maneira mais fácil e, no entanto, da maneira mais perfeita. Um actor de renome, um dos melhores de sempre, sem dúvida nenhuma. Em suma, todo o conjunto de actores é muito bom mas destaco então Cage e Caine. Especialmente juntos, fazem uma grande dupla. Para o cómico e para o triste. Para o moralizador e para o existencial (as dúvidas de Caine acerca do mundo e juventude actual são sublimes).
O argumento de Steve Conrad é muito bom e tem o mérito de ser basicamente apenas sobre um homem. Não há nenhum objectivo, nenhuma aventura ou tesouro para descobrir, não há nenhum relacionamento do personagem em especial em que se basear, nada. Há só Dave Spitzer em Chicado e Nova Iorque e pouco mais. Argumento fluído e muto agradável.
A realização de Verbinski é o seu melhor trabalho. Apenas seguido de Piratas das Caraíbas e, em termos de realização, a milhas de distância. Verbinski, que já desiludiu muito boa gente com o último Piratas das Caraíbas e The Ring, mostra aqui um filme completamente diferente de tudo o que fez antes. E melhor também. Destaque para o modo como manuseia os cenários, maioritariamente brancos, dirige o seu personagem principal e filma, de maneira convincente, cada uma das cenas, sabendo adaptar-se muito bem a cada momento específico.
Para finalizar, destaco ainda a banda sonora do Deus Hans Zimmer, hoje em dia apenas ultrapassado por John Williams, e esse é só o melhor compositor (para cinema) de sempre, a a par com Ennio Morricone. Muito boa esta partitura de Zimmer.

Faltou apenas uma publicidade melhorzinha para este filme, especialmente no nosso país onde nem tenho a certeza de ter sido exibido (ou convenientemente, pelo menos). Foi, na minha opinião (vale o que vale) um dos melhores filmes de 2005. E recomendo vivamente a todos os que se queiram surpreender pela positiva.

sábado, 23 de agosto de 2008

X-Files - Quero Acreditar

Realizador: Chris Carter.
Argumento: Chris Carter e Frank Spotnitz.
Actores: David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Xzibit e Billy Connelly.

Antes de mais nada, não confundir a série "X-Files" com este filme. Não têm nada a ver. Não há nada de paranormal, extra-terrestre ou inexplicável neste filme. Há o mórbido, o estranho e o aborrecido mas não há mais que isso. Da série apenas restam os personagens e, mesmo desses já só há o nome. Porque os personagens mudaram muito e a equipa "Mulder e Scully" desapareceu. Aliás, Scully só entra neste filme para dar minutos de pelicula porque senão o filme tinha uma meia-hora. Então lá se arranjaram uns diálogozitos à senhora e uns dramazitos.

Na história, nem Mulder nem Scully pertencem ao FBI. Mulder é um proscrito e Scully é uma médica num hóspital dirigido por padres. No início do filme, Scully é contactada por um agente do FBI intrepertado, nada mais, nada menos, que por Xzibit. Sim, o rapper. Sim, do Pimp My Ride. E acho que deste personagem se disse tudo.
Xzibit contacta Scully (Gillian Anderson em piloto automático) para encontrar Mulder (David Duchovny em... piloto automático), detective proscrito e banido do FBI. A agencia procura-o porque precisa da sua ajuda no caso de uma detective desaparecida. OS detectives serão ajudados por um antigo padre, banido por pedofilia (Billy Connelly) que afirma ter visões da agente raptada. Em troca, o FBI esquecerá os "conflitos" entre ambos (FBI e Mulder). O caso, em si, é banal, usado e demasiado, mesmo demasiado visto em filmes do género e, a meio do filme o espectador já só quer que o filme acabe para dizer "eu sabia". As intrepertações são fraquinhas de quase todas as partes mas não por culpa dos actores. O argumento não dá para muito mais e a realização não arrisca nada de nada. Não é má, não é boa, não se nota e não se faz por notar. A banda sonora tem momentos bons e momentos de grande monotonia. Até o famoso tema só aparece no início, uma vez durante o filme em si (na melhor parte do filme, fazendo uma referencia muito boa ao presidente George W. Bush porque ele, de facto, não é deste planeta) e em versão remix no final.

Não sou capaz de dizer muito mais sobre o filme porque, sinceramente, não desperta nenhum interesse. É pena estragar o muito bom nome da série com dois filmes medianos, a roçar o ridículo. Pode ser que não se volte a tocar no assunto.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O que é feito de Peter Jackson?

Peter Jackson, um dos homens mais poderosos do cinema actualmente, não tem estado parado. Embora não se veja nada de novo da sua parte à uns tempos (desde o acima da média King Kong), Peter Jackson não deve ter tempo para respirar no meio de trabalho. Após a praticamente oficial (faltam acertar certas partes do caché que, diga-se, é enorme) confirmação da sua participação em Temeraire, Jackson cofirmou ainda a produção de The Hobbit e District 9, e a realização de The Lovely Bones e, provavelmente o seu mais entusiasmante projecto, Halo. Comecemos por Temeraire.

Temeraire é uma série de livros (ao estilo de O Senhor dos Anéis) acerca de um exército de dragões na era Napoleónica. Peter Jackson deverá ter à sua responsabilidade a realização de uma triologia, adaptando portanto, os três primeiros livros: "His Magesty's Dragon", "Throne of Jade" e "Black Powder War". No entanto, a saga vai já em cinco volumes, acrescentando: "Empire of Ivory" e "Victory of Eagles". Não parecendo uma ideia muito convicente (eu próprio estou um pouco céptico em relação à ideia), a verdade é que a saga é um brutal conjunto de best-sellers nos Estados Unidos.

Depois de Temeraire, vem o projecto mais antecipado pelos fãs de O Senhos dos Anéis: The Hobbit. Embora não vá realizar o filme, Peter Jackson tranquilizou todos os fãs da saga ao assumir a produção, ou seja, a visão da Terra Média manter-se-à. O bom disto é a mudança de realizador que, não querendo minimizar Peter Jackson, passar a um senhor maior da realização de filmes fantásticos. É certo que Jackson, com O Senhor dos Anéis, reservou o seu lugar como um dos melhores realizadores do seu tempo, mas passando o testemunho a Gillermo del Toro, estará a assegurar uma realização perfeita e muito visionária no que toca ao ambiente (que se prevê mais escuro e pesado) da Terra Média. Também se espera ver em acção a fabulosa capacidade de criação de personagens de del Toro. The Hobbit tem estreia marcada para 2011 (primeiro volume) e 2012 (segundo volume).

District 9 conta também com a produção do senhor Jackson e com a realização de Neill Blomkamp, que se estreia na realização, após ter sido animador 3D em Stargate, Dark Angel e Smallville. Não se conhece nada sobre a história, apenas que foi escrita pelo próprio Blomkamp e que tem estreia marcada para 19 de Agosto de 2009.

Para finalizar este "especial" sobre Peter Jackson, falemos do projecto que, pelo menos na minha opinião, é o mais entusiasmante: Halo. Halo, como talvez muitos saibam, é um popular jogo de X-Box, sendo, para muitos, o melhor jogo de sempre do género.

Halo é um mundo em forma de anel onde se despenha uma equipa militar Americana. Passada num futuro distante, a história conta a forma como essa equipa tenta fugir do planeta à medida que se vai deparando com coisas muito estranhas, incluindo a presença de uma raça alienígena, os Covenant, que procuram o genocídio humano do universo. A equipa conta com o capitão e os seus militares sobreviventes e, claro, com o mítico robot John-117 Master Chief.
Ainda não há certezas sobre se Jackson realizará, ou produzirá, mas aponta-se para a segunda hipótese, uma vez que já foram produzidas três pequenas curtas-metragens sobre Halo, que se baseiam-se em factos do jogo e breves antecipações do filme e serviram como modo de lançamento do jogo Halo2. Essas crutas são produzidas por Jackson e realizadas mais uma vez por Blomkamp e têm muito bom aspecto. Na mais circulada vêm-se dois ex-combatentes, que sobreviveram ao desastre no planeta Halo relembrando o que se passou e falando das suas antigas armas. Só para se ter noção do dinheiro envolvido no projecto, o argumento custou qualquer coisa como 10 milhões de dólares.

Pela história, o filme assemelha-se um pouco a Alien, o que não é, de todo, uma coisa má.

Só para finalizar, Mike Newell (de Harry Potter e o Cálice de Fogo para a frente) realizará Prince of Persia: The Sands of Time. Jake Gyllenhaall será o Príncepe Dastan num elenco que conta ainda com Gemma Artenton, Ben Kingsley e Alfred Molina. Promete. Estreia 28 de Maio de 2010.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Get Smart

Realizador: Peter Segal.
Argumento: Tom J. Astle e Matt Ember.
Actores: Steve Carrell, Anne Hathaway, Alan Arkin, Dwayne Johnson e Terrence Stamp.

Get Smart é um mau filme. Ponto. Cinematográficamente é horrível. Quem for ver o filme, se reparar na última sequência de acção, verá uma das piores coisas do cinema dos últimos anos. Mal filmado, mal montado e mal encenado. Horrível.

No entanto, Get Smart é um óptimo franchise e o filme aproveita muito bem mesmo a "marca" da série. Steve Carrell é um casting perfeito, cabendo muito bem na personagem e Maxwell Smart. Anne Hathaway é uma actriz secundária muito boa, tal como Dwayne Johnson que, mais do que actuar, transmite presença e carisma (porque actuar não é lá muito com ele). Alan Arkin é... Alan Arkin, um senhor do cinema e do teatro. E há outros, como Masi Oka, Nate Torrence e James Caan que não deixam ficar mal qualquer realizador. No entanto, em termos de actores secundários, o bom está nas pequenas surpresas que nos vão surgindo: Larry Miller (!), Bill Murray (!!) e Kevin Nealon (!!!!!!) são algumas caras conhecidas que fazem o favor de nos distrair das inúmeras falhas de produção do filme. Destaco, no entanto, o muito bom argumento. E as muito bem feitas cenas nonsense e de humor inesperado, sendo, pelos vistos, a única coisa que Peter Segal soube fazer como deve de ser. Mas é mais pelo argumento e capacidade dos actores.

Falando no que realmente interessa, para além do brilhante casting secundário e do muito bom argumento (realço ainda a banda-sonora, que não é nada brilhante mas dá para relembrar a série original), há um senhor que leva o filme quase todo às costas. Esse senhor é Steve Carrell. O grande Steve Carrell. O único Steve Carrell. Sinceramente, não consigo imaginar muitos outros actores que fizessem este papel. E não consigo imaginar nenhum mesmo que o fizesse tão bem. Para além das semelhanças físicas com o actor da série original, Don Adams. As cenas típicas de Steve Carrell a que ele nos foi habituando, a maneira como torna certas falas ditas "banais" em pequenos tesouros e a sua cada vez maior capacidade de nos surpreender tornam-no num dos prováveis candidatos a uma nomeação aos Globos de Ouro. Mas provavelmente, o que mais surpreende no Steve Carrell que se apresenta em Get Smart, é a sua cada vez maior capacidade de liderança de um elenco tão vasto em estrelas. Ao contrário de, por exemplo, Orlando Bloom que, tal como Carrel, teve uma rápida ascenção,e que não conseguiu liderar o elenco em O Reino dos Céus, Carrell parece não mostrar qualquer problema em o fazer neste filme. Depois de Virgem aos 40 e Evan, o Todo o Poderoso terem sido razoáveis (não bons, razoáveis), Carrell mostra aqui grande solidez. E, claro, ninguém se cansa dele.

Fica então o concelho: Se querem um bom filme, não se atrevam a ver Get Smart. Se querem passar um muito bom bocado, façam o favor de correr para as salas de cinema.

PS: Prometo, e faço questão de pôr neste blog um bonito especial sobre a campanha Save Miguel, uma ideia absolutamente brilhante para salvar Miguel, um sobreiro Português (simbólico, claro, a ideia é salvar muitos) no Alentejo, uma vez que já nem o nosso governo parece tentar. E o homem encarregue de salvar Miguel é... Rob. Rob Schneider.

www.savemiguel.com

terça-feira, 12 de agosto de 2008

5 . 10 . 1957 - 9 . 8 . 2008

Foi uma surpresa muito desagradável a que se soube na manhã do dia 10 de Agosto. Bernie Mac, uma das maiores lendas do stand-up comedy mundial, faleceu vitima de pneumonia (que agravou a sua doença de longa data, sarcoidose). Num ano em que já testemunhá-mos muitas perdas no mundo do cinema e do espetáculo, arrisco-me a dizer que esta foi a mais dura.

Peço desculpa pela ausencia. De volta ao activo.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Os "10 Maiores Vilões de Todos os Tempos"

Segundo o site Lovefilm.com, Hannibal Lecter é o maior vilão de todos os tempos do cinema. O personagem, já referido algumas vezes neste blog encabeça uma lista de 10 vilões emblemáticos do grande ecran:

1.º Hannibal Lecter («O Silêncio dos Inocentes», «Hannibal» e «Dragão Vermelho»)

2.º Darth Vader (saga «Star Wars»)
3.º Tommy De Vito («Tudo Bons Rapazes»)
4.º Anton Chigurh («Este País Não É Para Velhos»)
5.º Hans Gruber («Assalto ao Arranha-Céus»)
6.º Annie Wilkes («O Capítulo Final»)
7.º John Doe («Sete Pecados Mortais»)
8.º Jack Torrance («The Shining»)
9.º Joker («Batman: O Cavaleiro das Trevas»)
10.º Al Capone («Os Intocáveis»)


Sir Michael Caine, que faz de Alfred em Batman Begins e The Dark Knight, numa entrevista à revista Female First, falou das poucas probabilidades da nova saga de Batman ter uma nova sequela. Segundo o actor, este novo filme é tão bom que será virtualmente impossível fazer melhor num próximo filme. Caine terá dito ainda que este filme "não é apenas o melhor Batman, é também um dos melhores filmes de sempre". Isto vem contrariar as noticias que falavam de Philipp Seymor Hoffman encarnar o "Pinguim" num próximo projecto.



Spike Lee apresentou há dias no Festival Internacional de Cine-expressão em Corto, México, imagens do seu novo filme: "Miracle at Santa Ana". O filme aborda um grupo de soldados americanos negros aprisionados numa aldeia em Itália durante a Segunda Grande Guerra. Spike Lee é conhecido pelo seu activismo extremista em relação à discriminação de afro-americanos e é sobre isso mesmo que falará este filme. O autor de Malcom X já terá ainda recebido avisos de vários produtores e figuras públicas de Hollywood para parar com as suas teorias de conspiração. No entanto, não parece estar para breve o silencio de Spike Lee.



quinta-feira, 24 de julho de 2008

Batman, The Dark Knight

Realizador: Christopher Nolan.
Argumento: Jonathan Nolan e Christopher Nolan.
Actores: Christian Bale, Heath Ledger, Morgan Freeman, Michael Caine e Aaron Heckhart.

Batman Begins foi, provavelmente o melhor Batman até à data de estreia da sua sequela. Batman, The Dark Knight, é, sem dúvida nenhuma, o melhor Batman agora. Mesmo para os fãs de Tim Burton e Joel Schumacher, deve ser fácil reconhecer o mérito de Dark Knight. Ao entrar na sala para assistir à estreia do filme, sabia que ia ver aquele que está considerado com mais de 100.000 votos como o melhor filme de todos os tempos, ainda com uma substancial vantagem sobre O Padrinho, o segundo na tabela no IMBD. Obviamente, este não é o melhor filme de todos os tempos (há coisas que simplesmente têm de ser aceites, o Padrinho, e outros, são superiores). Mas ainda mais obviamente, é o melhor filme do ano e o melhor dentro do género (o que não é muito complicado mas ainda assim é de referir). O lugar do filme na tabela surge, julgo não ser o único convencido disto, pelo fenómeno Heath Ledger. A morte do actor veio trazer muito interesse pelo filme e, claro, pela intrepertação do actor. No entanto, vou dar o mérito a quem mais o merece: Christopher Nolan.

Christopher Nolan já anda no cinema à muito tempo e sabe imenso sobre a arte de fazer filmes completos, bons em todos os aspectos. E o filme é mesmo isso, é bom em todos os aspectos. O ambiente negro e pesado que paira sobre a "sua" Gotham City, o argumento (destaco os diálogos em particular), a construção de personagens e, o que eu acho ser o grande trunfo do filme, a maneira absolutamente genial como está filmado e montado. Esquecemo-nos que estamos a ver tudo numa cadeira de cinema, a olhar para uma tela.

Gotham é uma cidade, esteticamente igual a muitas cidades que conhecemos hoje, contrariando as luzes e espalhafatos da Gotham de Burton (não há nenhuma melhor que outra, são as duas completamente inversas). Uma cidade onde reina o crime organizado e onde os polícias honestos escasseiam. É nessa cidade e nesse ambiente que entra em cena um novo tipo de criminoso. Um criminoso que não quer dinheiro, poder ou fama. Um criminoso que actua sozinho contra tudo e contra todos. Dá pelo nome de Joker e pela cara de Heath Ledger. E sobre o papel de Ledger há pouco a dizer. É absolutamente brilhante, sim, e rouba todas as cenas do filme em que aparece, sim. Mas o mérito é repartido entre Ledger e Nolan, que o escreveu, lhe deu as falas brilhantes (mesmo, mesmo brilhantes) e lhe deu de bandeja uma intrepertação fora de série. Querem dar-lhe o Óscar, embora isso seja muito, muito precipitado. Toda a gente sabe que os grandes filmes estreiam no Inverno, e aí se verá. Mas por agora sim, é o melhor papel secundário do ano e dificilmente lhe será roubado o prémio póstumo. Mas isso é conversa para daqui a uns meses. Christian Bale, Morgan Freeman, Michael Cane, Gary Oldman e Maggie Gyllenhall não precisam de muitas palavras, todos eles são grandes actores e todos eles fazem grandes papéis. No entanto
há um outro nome que, não rivalizando com Ledger, ainda rouba umas cenas. Aaron Eckhart, ou Harvey Dent, ou, ainda, "Harvey Two-Faces". É talvez o nome mais desconhecido do elenco (o que prova a solidez do elenco que não conta apenas com caras conhecidas mas como também conta com grandes papéis) mas excede as expectativas em relação a si. Se tivermos em atenção que tanto Ledger como Eckhart têm o peso das anteriores intrepertações de Jack Nicholson e Tommy Lee Jones, respectivamente, vemos o quão brilhantes são as suas intrepertações.
As sequencias de acção são non-stop, há lugar para pequenos trechos de comédia, muito drama e muita tragédia. É um filme de acção genial junto a um bom filme dramático. A câmera não nos deixa muito tempo para descansar entre tiroteios, cenas de luta, bombas, perseguições de carros, motas, camiões e o riso psicótico de Joker.
Finalizando (que a crtítica já vai longa) destaque ainda para a banda-sonora de James Newton-Howard e Hans Zimmer que, se individualmente já são o que são, juntos então só ouvindo.

É certo que o filme ficará para sempre marcado como a confirmação de Heath Ledger como um dos melhores actores da sua geração (se é que não se tinha já confirmado no seu brilhante papel em Brokeback Mountain) mas ninguém se devia esquecer que o filme é o que é devido ao génio de Christopher Nolan. O autor de Memento provou já inúmeras vezes que é um dos melhores autores que existem hoje em dia no cinema.
Um must-see movie, sem dúvida, que não sendo o melhor filme de sempre (porque não é, nem de perto de longe) é um dos 50 melhores.

domingo, 20 de julho de 2008

Clássicos - Se7en (1995)

Realizador: David Fincher.
Argumento: Andrews Kevin Walker.
Actores: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow.


Se7en é um dos melhores thrillers da história do cinema. Visualmente perturbador, ambiente pesado, personagens enigmáticas, cada uma com a sua história e todas as histórias interessantes. Um dos grandes trunfos de "Se7en" é que podemos dar atenção aos elementos de terror e suspense do filme sem por isso dar menos importancia aos outros aspectos como a construção de personagens, as ligações entre si (um bom exemplo disso sendo a ligação entre a personagem de Paltrow e a de Freeman) e, claro, o sempre "ausente" assassino. Talvez por ser ausente o filme praticamente todo, o assassino, quando aparece, tem um efeito tão brutal no espectador. Passamos uma boa hora a "ouvir falar" e a ver o que ele faz, o que aguça bem a curiosidade sobre este personagem. Chegamos mesmo a pensar se é algo humano, tais são as suas acções. Ao vê-lo finalmente percebemos que é muito mais humano do que se podia pensar. O assassino é Kevin Spacey (espero não estar a estragar nada a ninguém, mas acredito que quem leia isto já viu o filme e não há muita gente que leia isto) numa intrepertação curta, mas genial (como ele nos habituou ao longo dos anos).
Em termos técnicos, "Se7en" é o que se lhe pede: escuro, pesado, poluido (tendo uma grande cidade coberta de fumo e sujidade como cenário). Pelos movimentos de câmera e pela fotografia, reconhece-se bastante rápido o realizador deste filme: David Fincher. O seu estilo é comum entre "Se7en", "Fight Club" (filme que mais tarde ou mais cedo acabará também por ficar registado nesta secção do blog) e ainda "Alien 3". Em termos de banda sonora, Howard Shore faz o seu trabalho muito bem, tendo pormenores que lembram "O Silencio dos Inocentes". Fincher usa aqui um dos seus actores preferidos: Brad Pitt na pele de um detective acabado de se mudar para a cidade com a mulher (Paltrow, num bom papel). O detective, David Mills, é encarregue de investigar uma série de assassinatos, cada um respectivo a um dos sete pecados mortais. Mills é ajudado por William Somerset (Morgan Freeman), um detective prestes a retirar-se, que pensava já ter visto tudo o que havia para ver no mundo do crime. No entanto, o grau de bizarria destes assassinatos vão faze-lo mudar de ideias ao explorarem, ou pelo menos tentarem explorar, a mente complexa de um assassino em série.
O filme é sobre isso mesmo, explorar a mente de um assassino em série. E é fascinante o resultado, aprofundando mais e mais à medida que cada minuto de filme passa pelos nossos olhos. O final é um dos melhores que já se viu numa sala de cinema, dando uma reviravolta extraordinária. "Se7en" foi nomeado ao Óscar de melhor montagem, tendo ainda ganho 18 prémios a juntar a mais 17 nomeações.
Para a história fica um dos melhores argumentos do género.

(Na minha opinião, uma das cenas mais bem feitas do filme)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Tarantino escolhe Brad Pitt

Parece confirmar-se o rumor já há muito lançado: Brad Pitt protagonizará o próximo "Grindhouse" de Quentin Tarantino, intitulado "Inglorious Bastards", baseado numa banda desenhada de acção. O argumento, no qual Tarantino terá trabalho mais de uma década, acabando-o a 28 de Junho de 2008 (pelas palavras do mesmo), relata a história de um grupo de soldados (nos quais estará Brad Pitt) condenados à morte durante a Segunda Guerra Mundial que tem uma hipótese de se vingar. É tudo o que sabe de concreto, até agora.


De referir ainda que Rodriguez confirma a realização de "Machete" e Rob Zombie é de facto o novo elemento do projecto "Grindhouse".

Clássicos - O Silencio dos Inocentes (1991)

Realizador: Jonathan Demme
Argumento: Ted Tally
Actores: Anthony Hopkins, Jodie Foster, Scott Glenn e Ted Levine.

Baseado no best-seller de terror de Thomas Harris, "O Silencio dos Inocentes" não se limita a ser só um filme: é também uma esplendida introspecção na mente de um dos mais enigmáticos e aterradores serial-killers da história do cinema: Hannibal Lecter. Sir Anthony Hopkins traz aqui o papel de uma vida, tendo-lhe valido o Óscar de melhor actor. O filme é perfeito na maneira como estuda a mente retorcida de um assassíno em série, sendo nesse aspecto apenas rivalizado por "Se7en" (com o brilhantíssimo carisma de Kevin Spacey no papel de assassino). Destaque ainda para o papel de Jodie Foster, a ganhar aqui o seu primeiro Óscar de melhor actriz, entregando uma muito sólida intrepertação que, infelizmente (ou não), e por muito boa que seja (que é mesmo), é simplesmente suplantada pelo aterrador papel de Hopkins. Aliás, todo o filme é praticamente perfeito, da banda sonora à muito boa realização de Demme, aos papeis secundários e ao argumento, mas Hopkins consegue parecer apagar tudo do ecran. Um dos melhores papéis de sempre.

A história baseia-se na investigação da detective Clarice Starling que procura o responsável por uma série de raptos e assassinatos de jovens mulheres na zona de Midwest. Não conseguindo apanhar nenhuma pista sobre o caso, Clarice é então mandada pelo FBI para entrevistar um prisioneiro encerrado na cela mais segura da prisão mais segura. Este prisioneiro, um assassino que comia as suas vitimas (com toda a classe, diga-se) é Hannibal Lecter, um psiquiatra demente e extremamente intelegente. Mesmo por ser intelegente, Clarice começa a pedir pistas e ajudas a Lecter que, no entanto, não as vai dar de graça, fazendo com que Clarice se sujeite a tudo o que lhe mandaram não se sujeitar: entrar em jogos psicológicos com o canibal. Clarice terá então que sobreviver a tudo fora, mas, principalmente, dentro da cela de Lecter, uma das mais perfeitas encarnações do mal do cinema.

O filme, e o cinema, ficarão para sempre marcados pelo sorriso aterrador e pela voz calma e cheia de classe que Lecter dispõe aos espectadores. Considerado por muitos o melhor thriller de sempre, "O Silencio dos Inocentes" conta ainda com uma sequela e uma prequela: respectivamente "Hannibal" e "Dragão Vermelho" (baseado em "Manhunter" com Brian Cox no papel de Lecter), ambos filmes bastante razoáveis, fazendo justiça ao primeiro em termos de elenco, contando com alguns dos melhores actores do mundo (Edward Norton, Julliane Moore, Harvey Keitel, Phillip Seymor Hoffman, Ralph Fiennes, Emily Watson...) e, claro, Hopkins (e nunca ninguém mais como se provou muito bem em "Hannibal Rising", para esquecer) no papel de Hannibal. Um grande filme de terror, sem dúvida, quer em termos técnicos, quer psicológicos, sendo um dos filmes que melhor mexe com o espectador, que apenas quer que Lecter não saia da sua cela.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Alien 5" a ganhar força

Nem de propósito, confirma-se o interesse de Sigourney Weaver, agora com 60 anos, em reaver o papel da Tenente Ripley num bastante possível novo "Alien". O filme, que seria o quinto da saga, sem contar com "Alien vs Predator" e "Alien vs Predator: Requiem", traria de volta ao ecran uma das mais famosas criaturas do cinema. Outra noticia tão importante (ou mais) que a vontade de Weaver em voltar ao papel, é a noticia da vontade do próprio Ridley Scott que terá afirmado ser "bastante entusiasmante" a ideia de realizar "Alien 5".


Destaca-se ainda o facto de estar para breve a confirmação de Evan Rachel-Wood como Alice no próximo filme de Tim Burton: "Alice no País das Maravilhas" baseado na obra honónima de Lewis Carrol, datada de 1865.

Vale a pena realçar ainda as recentes declarações de Dustin Hoffman ("Rain Man", "Kramer vs Kramer")acerca dos seus projectos futuros. O actor, um dos melhores de sempre em Hollywood, sem dúvida, disso ao El País que num futuro breve quer trabalhar com o espanhol Pedro Almodovar e com Manoel de Oliveira. O actor disse ainda que a lingua seria um problema minimo já que o realizador "quase não tem de comunicar com os seus actores para que estes façam o que ele quer".

domingo, 6 de julho de 2008

Clássicos - Alien (1979)

Realizador: Ridley Scott
Argumento: Dan O'bannon, Ronald Shusett
Actores: Sigourney Weaver, Tom Skerrit, Veronica Catwright e John Hurt.

"Alien", de Ridley Scott é o primeiro filme de uma saga de quatro sobre Ripley, intrepertada por Sigourney Weaver (elemento de ligação de todos os filmes). Ponho este filme aqui porque me parece ser o melhor dos quatro (apenas minimamente rivalizado pelo segundo. Os outros dois não fazem justiça à saga) mas, no entanto, acho que este pode representar a saga por inteiro.
Neste primeiro capítulo, uma nave mineira, a Nostromo, onde segue a tripulação humana protagonizada por John Hurt, Weaver e o restante elenco, recebe um SOS de um planeta próximo, no seu caminho de volta à Terra. Divididos entre o dever de ajudar e a vontade de voltar para casa, acabam por ir socorrer quem quer que tenha mandado o pedido de ajuda. Ao chegarem ao planeta, deparam-se com criaturas estranhas e um dos tripulantes da nave é atacado por um pequeno alien que se "cola" à sua cara. Percebem então que o sinal não era de SOS, mas sim de aviso para se manterem afastados. O tripulante é trazido para a nave e tratado enquanto a nave descola rapidamente para a Terra. No entanto, a criatura foge e a tripulação começa uma corrida para a encontrar. A criatura acaba por morrer, o que desperta um outro ser no seu interior. Um ser muito mais desenvolvido e intelegente. Este novo alien desenvolve-se muito mais rapidamente que o outro, transformando-se numa enorme ameaça à vida da tripulação. O resto do filme é a luta entre o homem e algo muito mais poderoso...

"Alien, O Oitavo Passageiro" é um grande filme de terror e suspense que conta com incríveis e inovadores efeitos especiais (para a época, claro) e uma realização perfeita de Ridley Scott. Destaque ainda para os cenários e para a banda-sonora de Jerry Goldsmith.

Esta primeira parte da saga viria a ganhar o Óscar de melhores efeitos visuais e outros 11 prémios aos quais juntos mais 18 nomeações. A segunda parte, "Aliens" ganhou 2 Óscares (efeitos visuais e sonoros), mais 15 prémios e 21 nomeações. Já mais fracos, "Alien 3" foi nomeado para o Óscar de melhores efeitos visuais, ganhou 3 prémios e recebeu 16 nomeações, ao passo que "Alien: Ressurection" recebeu 4 prémios e 14 nomeações.

Gillermo del Toro realizará "The Hobbit"

Com estreia marcada para 2011 (seguir-se-à uma segunda parte do filme em 2012), "The Hobbit", prequela de "O Senhor dosAnéis" de Peter Jackson, já encontrou realizador: Gillermo del Toro. Não é, de todo, uma escolha surpreendente já que del Toro ("Pan's Lambirint", "Blade II", "Hellboy") é um dos mais conceituados realizadores do seu tempo e, certamente, o melhor realizador de filmes "fantásticos" da actualidade.


Parece também confirmada a presença da grande jóia do cinema britânico da actualidade, James McAvoy ( protagonista do brilhante "Expiação" e actor em "O último rei da Escócia) como Bilbo Baggins e a continuidade de Ian McKellen e Andy Serkis como Gandalf e Gollum, respectivamente.

sábado, 5 de julho de 2008

"The Day the Earth Stood Still"

Chega-nos o primeiro trailer do filme "The Day the Earth Stood Still", a estrear mundialmente a 12 de Dezembro.



O filme, que parece prometer ser o grande "monstro" da época de Natal, e provável candidato a um número bastante considerável de prémios no circuito anual, é um remake do filme honónimo de Robert Wise de 1951. Desta vez é Scott Derrickson que traz às salas de cinema mundiais a história de um alienígena chamado Klaatu (intrepertado por Keanu Reeves) que vem à Terra tentar perceber o "modo humano" e acaba por fazer um ultimato à população terrestre. É nessa população que se encontram Jennifer Connely, Kathy Bates e Jaden Smith (filho de Will Smith) que se vão ver no meio de uma destruição macissa ao longo do filme. Apesar dos contornos de blockbuster do filme, ele não o é, de todo. É um filme virado para o aspecto artístico e pretende aprofundar a sensação do medo de um apocalipse e aquela que é uma questão bem humana: a existencia. O filme conta com aspectos muito pessoais do primeiro filme, incuindo um monstro robótico gigante chamado Gort que se incumbirá da destruição do planeta e que apenas responde às palavras "Klaatu Barada Nikto".

Noutras notícias, confirma-se a entrada em pré-produção de "300, Part II". O que ainda não está confirmado é a história, embora se aponte para uma prequela (um pouco contrariamente ao título do filme), já que todos os actores (ou quase todos) morrem no final do primeiro filme. O realizador Zack Snyder é que ainda nao confirmou a realização desta segunda parte, embora tudo aponte que será mesmo ele a dirigir a obra de Frank Miller.

Na comédia, confirma-se o papel um novo filme de Sherlock Holmes. Sacha Baron Cohen será o detective residente 221b de Baker Street. E como se não fosse já um trunfo gigante para o filme, confirma-se ainda o papel de Will Ferrel como Dr. Watson, o ajudante de Sherlock. Além disso, o realizador é o já mítico Judd Apatow ("Super Bladas"). Estão então reunidas as condições para um filme de comédia muito bom.

Por hoje é tudo, no que diz respeito a notícias. Registo ainda para o concurso "Super Bock, Super Blog", do qual já começaram as votações. Podem votar clicando no logo do lado esquerdo. Este blog encontra-se na secção de "Cultura, Arte e Entretenimento".