sábado, 23 de agosto de 2008

X-Files - Quero Acreditar

Realizador: Chris Carter.
Argumento: Chris Carter e Frank Spotnitz.
Actores: David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Xzibit e Billy Connelly.

Antes de mais nada, não confundir a série "X-Files" com este filme. Não têm nada a ver. Não há nada de paranormal, extra-terrestre ou inexplicável neste filme. Há o mórbido, o estranho e o aborrecido mas não há mais que isso. Da série apenas restam os personagens e, mesmo desses já só há o nome. Porque os personagens mudaram muito e a equipa "Mulder e Scully" desapareceu. Aliás, Scully só entra neste filme para dar minutos de pelicula porque senão o filme tinha uma meia-hora. Então lá se arranjaram uns diálogozitos à senhora e uns dramazitos.

Na história, nem Mulder nem Scully pertencem ao FBI. Mulder é um proscrito e Scully é uma médica num hóspital dirigido por padres. No início do filme, Scully é contactada por um agente do FBI intrepertado, nada mais, nada menos, que por Xzibit. Sim, o rapper. Sim, do Pimp My Ride. E acho que deste personagem se disse tudo.
Xzibit contacta Scully (Gillian Anderson em piloto automático) para encontrar Mulder (David Duchovny em... piloto automático), detective proscrito e banido do FBI. A agencia procura-o porque precisa da sua ajuda no caso de uma detective desaparecida. OS detectives serão ajudados por um antigo padre, banido por pedofilia (Billy Connelly) que afirma ter visões da agente raptada. Em troca, o FBI esquecerá os "conflitos" entre ambos (FBI e Mulder). O caso, em si, é banal, usado e demasiado, mesmo demasiado visto em filmes do género e, a meio do filme o espectador já só quer que o filme acabe para dizer "eu sabia". As intrepertações são fraquinhas de quase todas as partes mas não por culpa dos actores. O argumento não dá para muito mais e a realização não arrisca nada de nada. Não é má, não é boa, não se nota e não se faz por notar. A banda sonora tem momentos bons e momentos de grande monotonia. Até o famoso tema só aparece no início, uma vez durante o filme em si (na melhor parte do filme, fazendo uma referencia muito boa ao presidente George W. Bush porque ele, de facto, não é deste planeta) e em versão remix no final.

Não sou capaz de dizer muito mais sobre o filme porque, sinceramente, não desperta nenhum interesse. É pena estragar o muito bom nome da série com dois filmes medianos, a roçar o ridículo. Pode ser que não se volte a tocar no assunto.

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